Ondas...


O som da onda que bate
No escuro da escuridão,
É uma ínfima parte
No meio da confusão.

É como alguém que se vai
Por entre a rebentação.
Será que alguém sai
Ileso da perdição?

É noite, é fim,
É a onda que rebenta,
É o pó retido em mim,
São letras numa sebenta...

Solidão? Já se foi,
Já se foi na maresía.
Só espero que alguém me apoie,
Que leve para longe o que havia...

A vida passa, memórias ficam...
Crucificações hoje em dia, já não se justificam...

Como sempre, a vida corre...
O tempo? Esse não morre...



PS – eu sei que está meio confuso o poema mas há alturas em que nos baralhamos a nós próprios com tantas ideias e pensamentos que temos a passar na nossa cabeça...Espero que consigam ver um seguimento como eu vejo...Abraços e cumprimentos a todos e obrigado por todos os comentários e visitas que permitiram ultrapassar as 1000 visitas:) Voltem sempre a este sitio:)

Tudo arde...


Eu via naquela tarde,
Aquela em que ninguém me viu,
Aquela sem felicidade,
Aquela em que ninguém me ouviu...

Nessa tarde ela sorria,
Feliz por olhar o céu.
Todo ele a cobria
Como se, se tratasse de um véu...

Era feliz,
Estava contente,
Por assim, de repente,
Lutou por tudo o que quis.

Vi nela alegria,
Vi uma enorme tristeza,
Mas vivia com a certeza,
Que a sua alma existia,
Guardada dentro de si...

Dentro de mim nada queima, tudo arde....

Hoje...


Hoje escondi-me na escuridão,
Por entre pensamentos e pura divagação...

Escondi-me por medo,
Para guardar um segredo
Que chora dentro de mim...

Concentrei-me na brisa,
Naquilo que ela me traz,
Como alguém que me avisa
Para nunca olhar para trás...

Lembrei-me do que vale um sorriso,
Da falta que ele me faz,
Tudo me serve de aviso,
Para descobrir o que me satisfaz...

Hoje só quero aquilo que sou,
Não aquilo que fui
E em mim se dispersou...