Vida, perdida,
Que um dia foi querida
Mas que hoje está ferida,
No seu sentido de existir.

O que mais há para vir?
Que mais posso eu pedir
Para completar isto que tenho?
Nada digo eu, nada,
Porque já encontrei um fim.

Vivo assim,
A roubar tudo para mim.
Tornei-me ganancioso,
Pelo amanhã, sempre ansioso,
Porque o hoje nunca chega
Para obter tudo que sonho.

Estranhas letras componho,
Nesta fraca sinfonia,
A solidão que me devorava,
Viu que em mim, nada existia.

Vivo na bruma.
Vivo de perguntas
Que todas juntas
Não chegam a ser uma.

Sendo muitos, sou um só,
Que um dia não será mais do que pó,
Calcado por quem passa
E esperando por um novo amanhecer.
Deixa-te sempre guiar pelo querer,
Porque a vida é escassa.
Vive e deixa viver…

Obrigado pelo que me ensinaste….

Quando?


Quando é que o amor deixa de ser paixão?
Quando é que o amor passa a amizade?
O que realmente sente um coração?
Que regras estabelece a sociedade?

Sentimos com o quê?
Vivemos daquilo que se vê
E nunca daquilo que sentimos,
Quantas vezes vivemos e não existimos?

Existir é o sentir a vida,
É viver em sociedade,
É amar aquela pessoa
Por sua própria vontade.

E quando o sino ressoa
No mais intimo de nós,
Tudo ao redor se esvanece
Só conta é a tua voz.

Esse sino não desaparece
Com o chegar de um novo dia,
Nada do que se aprende se esquece,
Há sempre um renovar do que havia.

Amor, paixão, ódio, dor,
São palavras actuais,
Que nunca perdem fulgor.

E os dias que passam nunca são iguais.